terça-feira, 5 de maio de 2020

quinta-feira, 25 de julho de 2019

LIVRO JOÃO E MARIA NO JARDIM DOS GUGUEMONS


Conheça uma história moderna de João e Maria, crianças ligadas no mundo virtual que conseguem se divertir no mundo real.


       Promoção R$17,00    
                  clique NA PALAVRA comprar abaixo:             
                                          
https://pag.ae/7V6NMTGS9

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Pais e Filhos

FILHOS BRILHANTES ALUNOS FASCINANTES

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.
Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.
Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.
O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Augusto Cury

segunda-feira, 2 de julho de 2018

A era virtual

A era digital está transformando as relações presenciais em virtuais. Precisamos ter cuidado com a nomofobia, a fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar através do celular ou qualquer outro telemóvel. Estamos cada vez mais aparelhados com iphones, tablets, notebooks, etc. Tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. O "ser líquido" é característica presente nas relações humanas atuais. As relações se misturam e se condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Num mundo cada vez mais dinâmico, fluído e veloz. Seja real ou virtual. 
 "Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman

quinta-feira, 14 de junho de 2018

REFLEXÃO SOBRE A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

Os alunos que não acompanham as expectativas de aprendizagem de seu ano de escolarização são motivo de muita preocupação por parte das escolas, dos professores e das famílias. Este fato gera questionamentos sobre que encaminhamentos fazer, o que é possível cobrar da família, o que se pode exigir do próprio aluno, quais as causas dos problemas apresentados.

DESENVOLVIMENTO
A dificuldade de aprendizagem pode não apresentar distúrbios neurobiológicos, isto quer dizer que os problemas apresentados apenas relacionados a dificuldade de aprendizagem têm caráter provisório e suas causas podem ser localizadas em diferentes dimensões do processo de aprendizagem do indivíduo. Consideramos que estas dimensões são: a) social; b) pedagógica; c) psico-afetiva; d) psico-cognitiva; e) orgânica. A dimensão social perpassa todas as demais, que, por sua vez, apresentam pontos de interseção (WEISS& CRUZ, 2011). Sendo assim, a dificuldade de aprendizagem deve ser vista sempre na perspectiva da pluricausalidade (WEISS, 2009), ainda que, em uma avaliação psicopedagógica realizada pelo profissional competente, seja possível identificar algumas causas principais dentre uma série de fatores que consistem em obstáculos ao processo de aprendizagem. 

1.    O interesse do aluno
Segundo Fernández (1991), o pensamento é como uma trama na qual a inteligência seria o fio horizontal e o desejo o vertical. Ao mesmo tempo acontecem a significação simbólica e a capacidade de organização simbólica (p. 67). Assim como transtornos de atenção (que não são o nosso tema, nesta oficina) podem ser confundidos com desinteresse, a recíproca também ocorre: o aluno pode estar desatento por falta de interesse nas atividades escolares. Esta pode ser motivada por causas externas ao ambiente escolar (problemas familiares, por exemplo), como também por uma falta de sintonia entre a metodologia utilizada na escola e a forma de a criança aprender. Este fator é muito comum em nossa época, quando jogos eletrônicos condicionam as crianças a obter respostas imediatas e à satisfação gerada pela competitividade. Por outro lado, principalmente na rede privada de ensino, o sistema de avaliação em vigor tem gerado a falsa premissa de que a educação básica tem por objetivo preparar o aluno para a aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Há uma tendência de desconsiderar o prazer por aprender algo novo e tornar o ambiente escolar, desde a alfabetização, em um lugar de realização de exercícios descontextualizados e às vezes até mesmo exaustivos.

2.    O processo de desenvolvimento da escrita
Alguns “erros” dos alunos consistem, na verdade, em características da evolução da escrita.  A linguagem escrita, em seus primeiros estágios de desenvolvimento, apoia-se na linguagem oral. Na fase do fundamental, a linguagem oral funciona como apoio, um elo intermediário para a aprendizagem da leitura e da escrita. A principal função da escola no processo da escrita do aluno é de desenvolver ao máximo a competência da leitura e interpretação. O processo de criatividade que irá compor o desenvolvimento da escrita é composto pelo contexto do aluno e todas as disciplinas que estuda.

3. O processo de aprendizagem da matemática e disciplinas complexas
 É possível, portanto, que uma dificuldade na matemática signifique a falta de um conhecimento prévio. Há, também, casos de dificuldades que envolvem outras áreas de conhecimento. É o que acontece, por exemplo, quando o aluno não consegue resolver problemas matemáticos porque tem dificuldade na interpretação de textos. Algumas estratégias pedagógicas para favorecer o processo de aprendizagem de alunos com dificuldades são:

Desenvolver pequenos projetos: despertar a curiosidade dos alunos por algum tema, ou assunto. Solicitar que pesquisem e criem algo sobre ele. Elaborar algum produto com as pesquisas, como painel, exposição, dramatização, telejornais.
Tornar o material didático mais acessível: algumas pequenas acomodações no material didático podem tornar os textos mais atraentes e também mais fáceis de serem compreendidos pelos alunos com dificuldades, como, por exemplo, usar fonte 14 sem, usar ilustrações para reforçar o sentido dos textos, ensinar o aluno a localizar e sublinhar as palavras que indicam as ações mas importantes em textos e enunciados.
Utilizar material concreto: recursos como material dourado, tabuleiros, atividades com cédulas, mapas e até mesmo os eletrônicos tornam os conceitos mais concretos, facilitando o processo de aprendizagem.
Diversificar: apresentar o mesmo conteúdo de formas diferentes favorece que alunos com dificuldade possam compreender melhor o conteúdo.
Jogos: “O saber se constrói fazendo próprio o conhecimento do outro, e a operação de fazer próprio o conhecimento do outro só se pode fazer jogando.” (FERNÁNDEZ, 1991, p. 165)
As gincanas escolares, competições esportivas e de conteúdo contextualizam e motivam o aluno. Através do jogo é possível, ao mesmo tempo despertar o interesse do aluno e favorecer que construa conhecimentos. As atividades lúdicas podem desenvolver a criatividade e favorecer que o aluno estabeleça vínculos positivos com o ambiente e os conteúdos escolares. É possível desenvolver jogos que envolvam conhecimentos de diversas áreas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para favorecer a aprendizagem de alunos com dificuldade, é importante conhecê-lo, contextualizar e diversificar. A aprendizagem é um processo singular. Cada aluno tem sua própria forma de aprender, ainda que possa ser beneficiado pelo trabalho em grupo. O ensino-aprendizagem, por sua vez, deve ser um processo dialógico. É através do diálogo que o professor conhece o aluno, identifica como ele pensa e, somente assim, pode refletir sobre as modificações necessárias no processo para favorecer seu desenvolvimento. É preciso ajudar o aluno a estabelecer relações entre o conhecimento novo e o que já domina. É importante, também, valorizar o que ele sabe fazer bem, para que desenvolva o sentimento de autovalorização e sinta-se encorajado a enfrentar os desafios.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FERNÁNDEZ, A. A inteligência aprisionada. Porto Alegre: Artmed, 1991.
PICCOLI, L. e CAMINI, P. Práticas pedagógicas em alfabetização: espaço, tempo e corporeidade.  Erechim: Edelbra, 2012.
WEISS, A. M. L. & CRUZ, M. L. R. da. Compreendendo os alunos com dificuldades e distúrbios de aprendizagem.  Educação inclusiva: cultura e cotidiano escolar. 2. ed. RJ: 7Letras, 2011.
WEISS, M. L. L. Combatendo o fracasso escolar. Obstáculos à aprendizagem e aodesenvolvimento da leitura. In WEISS, M. L. L. & WEISS, A. Vencendo as dificuldades deaprendizagem escolar. RJ: Wak, 2009.

                                                                                        Material do seminário 2016 da UERJ