"Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman
segunda-feira, 2 de julho de 2018
A era virtual
A era digital está transformando as relações presenciais em virtuais. Precisamos ter cuidado com a nomofobia, a fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar através do celular ou qualquer outro telemóvel. Estamos cada vez mais aparelhados com iphones, tablets, notebooks, etc. Tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. O "ser líquido" é característica presente nas relações humanas atuais. As relações se misturam e se condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Num mundo cada vez mais dinâmico, fluído e veloz. Seja real ou virtual.
"Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman
"Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman
quinta-feira, 14 de junho de 2018
REFLEXÃO SOBRE A
DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM
Os alunos que não
acompanham as expectativas de aprendizagem de seu ano de escolarização são
motivo de muita preocupação por parte das escolas, dos professores e das
famílias. Este fato gera questionamentos sobre que encaminhamentos fazer, o que
é possível cobrar da família, o que se pode exigir do próprio aluno, quais as
causas dos problemas apresentados.
DESENVOLVIMENTO
A dificuldade de
aprendizagem pode não apresentar distúrbios neurobiológicos, isto quer dizer
que os problemas apresentados apenas relacionados a dificuldade de aprendizagem
têm caráter provisório e suas causas podem ser localizadas em diferentes
dimensões do processo de aprendizagem do indivíduo. Consideramos que estas
dimensões são: a) social; b) pedagógica; c) psico-afetiva; d) psico-cognitiva;
e) orgânica. A dimensão social perpassa todas as demais, que, por sua vez,
apresentam pontos de interseção (WEISS& CRUZ, 2011). Sendo assim, a
dificuldade de aprendizagem deve ser vista sempre na perspectiva da
pluricausalidade (WEISS, 2009), ainda que, em uma avaliação psicopedagógica
realizada pelo profissional competente, seja possível identificar algumas
causas principais dentre uma série de fatores que consistem em obstáculos ao
processo de aprendizagem.
1. O interesse do aluno
Segundo Fernández
(1991), o pensamento é como uma trama na qual a inteligência seria o fio
horizontal e o desejo o vertical. Ao mesmo tempo acontecem a significação
simbólica e a capacidade de organização simbólica (p. 67). Assim como
transtornos de atenção (que não são o nosso tema, nesta oficina) podem ser
confundidos com desinteresse, a recíproca também ocorre: o aluno pode estar
desatento por falta de interesse nas atividades escolares. Esta pode ser
motivada por causas externas ao ambiente escolar (problemas familiares, por
exemplo), como também por uma falta de sintonia entre a metodologia utilizada
na escola e a forma de a criança aprender. Este fator é muito comum em nossa
época, quando jogos eletrônicos condicionam as crianças a obter respostas
imediatas e à satisfação gerada pela competitividade. Por outro lado,
principalmente na rede privada de ensino, o sistema de avaliação em vigor tem
gerado a falsa premissa de que a educação básica tem por objetivo preparar o
aluno para a aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Há uma
tendência de desconsiderar o prazer por aprender algo novo e tornar o ambiente
escolar, desde a alfabetização, em um lugar de realização de exercícios
descontextualizados e às vezes até mesmo exaustivos.
2. O processo de
desenvolvimento da escrita
Alguns “erros” dos
alunos consistem, na verdade, em características da evolução da escrita.
A linguagem escrita, em seus primeiros estágios de desenvolvimento, apoia-se na
linguagem oral. Na fase do fundamental, a linguagem oral funciona
como apoio, um elo intermediário para a aprendizagem da leitura e da
escrita. A principal função da escola no processo da escrita do aluno é de
desenvolver ao máximo a competência da leitura e interpretação. O processo de
criatividade que irá compor o desenvolvimento da escrita é composto pelo
contexto do aluno e todas as disciplinas que estuda.
3. O processo de
aprendizagem da matemática e disciplinas complexas
É possível, portanto, que uma dificuldade na matemática
signifique a falta de um conhecimento prévio. Há, também, casos de dificuldades
que envolvem outras áreas de conhecimento. É o que acontece, por exemplo,
quando o aluno não consegue resolver problemas matemáticos porque tem
dificuldade na interpretação de textos. Algumas estratégias pedagógicas para
favorecer o processo de aprendizagem de alunos com dificuldades são:
Desenvolver pequenos
projetos: despertar
a curiosidade dos alunos por algum tema, ou assunto. Solicitar que pesquisem e
criem algo sobre ele. Elaborar algum produto com as pesquisas, como painel,
exposição, dramatização, telejornais.
Tornar o material
didático mais acessível: algumas pequenas acomodações no material didático
podem tornar os textos mais atraentes e também mais fáceis de serem
compreendidos pelos alunos com dificuldades, como, por exemplo, usar fonte 14
sem, usar ilustrações para reforçar o sentido dos textos, ensinar o aluno a
localizar e sublinhar as palavras que indicam as ações mas importantes em
textos e enunciados.
Utilizar material
concreto: recursos
como material dourado, tabuleiros, atividades com cédulas, mapas e até mesmo os
eletrônicos tornam os conceitos mais concretos, facilitando o processo de
aprendizagem.
Diversificar: apresentar o mesmo
conteúdo de formas diferentes favorece que alunos com dificuldade possam
compreender melhor o conteúdo.
Jogos: “O saber se
constrói fazendo próprio o conhecimento do outro, e a operação de fazer próprio
o conhecimento do outro só se pode fazer jogando.” (FERNÁNDEZ, 1991, p. 165)
As gincanas escolares,
competições esportivas e de conteúdo contextualizam e motivam o
aluno. Através do jogo é possível, ao mesmo tempo despertar o interesse do
aluno e favorecer que construa conhecimentos. As atividades lúdicas podem
desenvolver a criatividade e favorecer que o aluno estabeleça vínculos
positivos com o ambiente e os conteúdos escolares. É possível desenvolver jogos
que envolvam conhecimentos de diversas áreas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para favorecer a
aprendizagem de alunos com dificuldade, é importante conhecê-lo, contextualizar
e diversificar. A aprendizagem é um processo singular. Cada aluno tem sua
própria forma de aprender, ainda que possa ser beneficiado pelo trabalho em
grupo. O ensino-aprendizagem, por sua vez, deve ser um processo dialógico. É
através do diálogo que o professor conhece o aluno, identifica como ele pensa
e, somente assim, pode refletir sobre as modificações necessárias no processo
para favorecer seu desenvolvimento. É preciso ajudar o aluno a estabelecer
relações entre o conhecimento novo e o que já domina. É importante, também,
valorizar o que ele sabe fazer bem, para que desenvolva o sentimento de
autovalorização e sinta-se encorajado a enfrentar os desafios.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
FERNÁNDEZ, A. A
inteligência aprisionada. Porto Alegre: Artmed, 1991.
PICCOLI, L. e CAMINI, P.
Práticas pedagógicas em alfabetização: espaço, tempo e
corporeidade. Erechim: Edelbra, 2012.
WEISS, A. M. L. &
CRUZ, M. L. R. da. Compreendendo os alunos com dificuldades e distúrbios de
aprendizagem. Educação inclusiva: cultura e cotidiano escolar. 2.
ed. RJ: 7Letras, 2011.
WEISS, M. L. L.
Combatendo o fracasso escolar. Obstáculos à aprendizagem e aodesenvolvimento da
leitura. In WEISS, M. L. L. & WEISS, A. Vencendo as dificuldades
deaprendizagem escolar. RJ: Wak, 2009.
Material do seminário 2016 da
UERJ
terça-feira, 1 de maio de 2018
TDAH
Será que o TDAH é criação da indústria farmacêutica?
O nome do cientista considerado pai do TDAH, é o pesquisador e psiquiatra infantil alemão Leon Eisenberg, ficou famoso por ter “descoberto” há cerca de 40 anos o TDAH. Por volta de 2009, ele teria dito em uma entrevista, pouco antes de sua morte, que o “TDAH é o principal exemplo de uma doença fictícia”. "É uma fraude cuja a intenção é justificar a iniciação das crianças a uma vida de vícios em drogas". Em contra partida, a ABAD (associação brasileira do déficit de atenção), aponta estudos que o que hoje chamamos de TDAH é descrito por médicos desde o século XVIII (Alexander Crichton, em 1798), muito antes de existir qualquer tratamento medicamentoso. Acredito que nós não estávamos preparados para as mudanças sociais que ocorreram e que refletem no comportamento das nossas crianças. A cada dia fica mais complexo, pois novos conflitos surgem rapidamente, antes mesmo de elaborarmos os já existentes. Precisamos refletir: será que nada mais é considerado vida comum, tudo agora é transtorno? Será que estamos comparando diferentes personalidades e esperando um padrão? Será que estamos absolutamente despreparados para acolher as diferenças?
Leia mais informações:
http://portugalmundial.com/2014/01/pai-do-transtorno-de-deficit-de-atencao-declara-se-mentiroso/
http://www.tdah.org.br/br/textos/textos/item/223-tdah-%C3%A9-uma-doen%C3%A7a-inventada?.html
http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html
O nome do cientista considerado pai do TDAH, é o pesquisador e psiquiatra infantil alemão Leon Eisenberg, ficou famoso por ter “descoberto” há cerca de 40 anos o TDAH. Por volta de 2009, ele teria dito em uma entrevista, pouco antes de sua morte, que o “TDAH é o principal exemplo de uma doença fictícia”. "É uma fraude cuja a intenção é justificar a iniciação das crianças a uma vida de vícios em drogas". Em contra partida, a ABAD (associação brasileira do déficit de atenção), aponta estudos que o que hoje chamamos de TDAH é descrito por médicos desde o século XVIII (Alexander Crichton, em 1798), muito antes de existir qualquer tratamento medicamentoso. Acredito que nós não estávamos preparados para as mudanças sociais que ocorreram e que refletem no comportamento das nossas crianças. A cada dia fica mais complexo, pois novos conflitos surgem rapidamente, antes mesmo de elaborarmos os já existentes. Precisamos refletir: será que nada mais é considerado vida comum, tudo agora é transtorno? Será que estamos comparando diferentes personalidades e esperando um padrão? Será que estamos absolutamente despreparados para acolher as diferenças?
Leia mais informações:
http://portugalmundial.com/2014/01/pai-do-transtorno-de-deficit-de-atencao-declara-se-mentiroso/
http://www.tdah.org.br/br/textos/textos/item/223-tdah-%C3%A9-uma-doen%C3%A7a-inventada?.html
http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html
quarta-feira, 8 de março de 2017
3 atitudes inconscientes que podem destruir a autoestima de seus filhos
1. Dizer “É fácil”
Quando seus filhos estão se esforçando com uma tarefa, pode parecer fácil para você, no entanto, não é necessariamente fácil para eles. Quando você diz: “Isso é fácil, você pode fazê-lo.” Você está tentando motivar e incentivá-los, no entanto, faz com que os seus filhos pensem: “Algo deve estar errado comigo, porque não é fácil para mim, portanto, devo ser burro.” Isso faz diminuir sua autoestima e a se sentirem desencorajados, querendo desistir.
Em vez disso diga-lhes: “Isso pode ser difícil ou isso é difícil.” Então, se os seus filhos completarem a tarefa, eles dirão a si mesmos: “Eu fiz algo difícil.” Se eles não se sentirem assim, pelo menos saberão que foi difícil começar. Essa abordagem ajuda a incentivar as crianças e aumenta o seu sentimento de autoestima.
2. Fazer por eles
Seus filhos querem fazer suas tarefas por conta própria. Isso lhes dá uma grande sensação de realização e os ajuda a se sentirem bem consigo mesmos. Você pode sentir que é uma maneira de mostrar amor fazendo coisas para os seus filhos. Isso lhes rouba a oportunidade de aprender habilidades para a vida e a satisfação de se sentirem independentes. E envia aos seus filhos a mensagem oculta, “Você não é capaz.”
Em vez de fazer as coisas para os seus filhos, fracione a tarefa em tarefas menores mais apropriadas a eles. Isto lhes dá a oportunidade de sentir a satisfação pessoal de completá-la por conta própria. Sua autoestima vai subir.
3. Surtar quando cometem erros
Os erros são parte da vida – todos nós erramos. Você pode sentir que precisa salvar seus filhos de cometer erros ou ajudá-los a evitar cometê-los. Isso não irá ajudá-los – mas, prejudicá-los para a vida.
Seus filhos vão cometer erros e sua atitude quanto a isso ajudará seus filhos a aprenderem e crescerem com o erro ou ensinar-lhes que os erros são ruins. Os erros são dolorosos, mas podem trazer grande crescimento se manuseados de forma saudável. Não roube de seus filhos a oportunidade de crescer com as situações, admitir que estejam errados, corrigirem o problema, e se sentirem bem sobre si mesmos.
Em vez de surtar quando seus filhos cometem um erro, ensine-os buscar soluções e serem responsáveis por suas ações. Isso promove uma visão saudável dos erros e permite a seus filhos se sentirem bem sobre quem eles são.
Muitos pais não percebem que essas três ações diminuem a autoestima de seus filhos. Se algumas dessas ideias são novidades para você – tenha bom ânimo, porque ler e aprender mostram que você está interessado em melhorar como um pai ou mãe e fazendo o melhor que pode.
http://www.contioutra.com/3-atitudes-inconscientes-que-podem-destruir-autoestima-de-seus-filhos-esteja-alerta/
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
sábado, 4 de junho de 2016
AUTISMO
É fundamental identificar o autismo logo na infância. O autismo é um transtorno que pode acontecer mais em meninos que em meninas.
As habilidades de uma criança autista podem ser altas ou baixas, dependendo tanto do nível de coeficiente intelectual, como da capacidade de comunicação verbal.
Geralmente não presta atenção ou escuta comandos, parece não ouvi. Não gosta de contato físico, beijos e abraços prolongados.
Uma criança autista tem um “olhar que não olha”, mas que traspassa. No lactante, pode-se observar um balbuceio monótono do som, balbuceio tardio, e uma falta de contato com seu ambiente, assim como de uma linguagem gestual. Não segue a mãe e pode distrair-se com um objeto sem saber para que serve.
Na etapa pré-escolar não fala ou se comunica pouco. Custa-lhe a identificar aos demais. Podem apresentar condutas agressivas inclusive consigo mesma. Outra característica do autismo é a tendência a realizar atividades de maneira repetitiva. A criança autista pode dar voltas como um pião, fazer movimentos rítmicos com seu corpo tal como agitar os braços.
Os autistas com alto nível funcional podem repetir os comerciais de televisão ou realizar rituais complexos na rotina. Na adolescência, fala-se que 1/3 dos autistas podem sofrer ataques epiléticos o qual se faz pensar em uma causa nervosa.
Sinais que podem indicar autismo infantil:
1- Acentuada falta de reconhecimento da existência ou dos sentimentos dos demais.
2- Ausência de busca de consolo em momentos de aflição.
3- Ausência de capacidade de imitação.
4- Ausência de relação social.
5- Ausência de vias de comunicação adequadas.
6- Anormalidade na comunicação não verbal.
7- Ausência de atividade imaginativa, como brincar de ser adulto.
8- Marcada anomalia na emissão da linguagem com afetação.
9- Anomalia na forma e conteúdo da linguagem.
10- Movimentos corporais estereotipados.
11- Preocupação persistente por parte de objetos.
12- Intensa aflição em aspectos insignificantes do ambiente.
13- Insistência irracional em seguir rotinas com todos seus detalhes.
14- Limitação marcada de interesses, com concentração em um interesse particular.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Palestra UNIGRANRIO
Palestra sobre a importância das histórias como ferramenta psicopedagógica
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1035021723240054&set=rpd.100001967084345&type=3&theater
sábado, 21 de maio de 2016
A importância da Contação de Histórias
Através de uma divertida contação de histórias pode-se desenvolver o cognitivo, o emocional e o relacional. As histórias podem levar as crianças a desenvolverem seu imaginário assim como suas habilidades, trabalhando com o aguçar das habilidades já existentes e no desenvolvimento de novas, o que trará muitas construções novas e uma leitura de mundo mais ampliada e significativa.
Colégio Salesiano São João Del Rei
quinta-feira, 19 de maio de 2016
domingo, 25 de maio de 2014
Aprender
Aprender não é acumular certezas Nem estar fechado em respostas Aprender é incorporar a dúvida E estar aberto a múltiplos encontros Aprender não é dar por consumada uma busca Aprender não é ter aprendido Aprender não é nunca um verbo do passado Aprender não é um ato findo Aprender é um exercício constante de renovação Aprender é sentir-se humildemente sabedor de seus limites, mas com a coragem de não recuar diante dos desafios Aprender é debruçar-se com curiosidade sobre a realidade É reinventá-la com soltura dentro de si Aprender é conceder lugar a tudo e a todos E recriar o próprio espaço Aprender é reconhecer em si e nos outros o direito de ser dentro de inevitáveis repetições porque aprender é caminhar com seus pés um caminho já traçado É descobrir de repente uma pequena flor inesperada é aprender também novos rumos onde parecia morrer a esperança Aprender é construir e reconstruir pacientemente Uma obra que não será definitiva porque o humano é transitório Aprender não é conquistar nem apoderar-se mas peregrinar Aprender é estar sempre caminhando, não é reter mas comungar. Tem que ser um ato de amor para não ser um ato vazio. Paulo Freire
sexta-feira, 2 de maio de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
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