segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

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O nosso trabalho está comprometido com a restauração de seu equilíbrio emocional e psicológico.

terça-feira, 14 de junho de 2016

REFLEXÃO SOBRE A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

Os alunos que não acompanham as expectativas de aprendizagem de seu ano de escolarização são motivo de muita preocupação por parte das escolas, dos professores e das famílias. Este fato gera questionamentos sobre que encaminhamentos fazer, o que é possível cobrar da família, o que se pode exigir do próprio aluno, quais as causas dos problemas apresentados.

DESENVOLVIMENTO
A dificuldade de aprendizagem pode não apresentar distúrbios neurobiológicos, isto quer dizer que os problemas apresentados apenas relacionados a dificuldade de aprendizagem têm caráter provisório e suas causas podem ser localizadas em diferentes dimensões do processo de aprendizagem do indivíduo. Consideramos que estas dimensões são: a) social; b) pedagógica; c) psico-afetiva; d) psico-cognitiva; e) orgânica. A dimensão social perpassa todas as demais, que, por sua vez, apresentam pontos de interseção (WEISS& CRUZ, 2011). Sendo assim, a dificuldade de aprendizagem deve ser vista sempre na perspectiva da pluricausalidade (WEISS, 2009), ainda que, em uma avaliação psicopedagógica realizada pelo profissional competente, seja possível identificar algumas causas principais dentre uma série de fatores que consistem em obstáculos ao processo de aprendizagem. 

1.    O interesse do aluno
Segundo Fernández (1991), o pensamento é como uma trama na qual a inteligência seria o fio horizontal e o desejo o vertical. Ao mesmo tempo acontecem a significação simbólica e a capacidade de organização simbólica (p. 67). Assim como transtornos de atenção (que não são o nosso tema, nesta oficina) podem ser confundidos com desinteresse, a recíproca também ocorre: o aluno pode estar desatento por falta de interesse nas atividades escolares. Esta pode ser motivada por causas externas ao ambiente escolar (problemas familiares, por exemplo), como também por uma falta de sintonia entre a metodologia utilizada na escola e a forma de a criança aprender. Este fator é muito comum em nossa época, quando jogos eletrônicos condicionam as crianças a obter respostas imediatas e à satisfação gerada pela competitividade. Por outro lado, principalmente na rede privada de ensino, o sistema de avaliação em vigor tem gerado a falsa premissa de que a educação básica tem por objetivo preparar o aluno para a aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Há uma tendência de desconsiderar o prazer por aprender algo novo e tornar o ambiente escolar, desde a alfabetização, em um lugar de realização de exercícios descontextualizados e às vezes até mesmo exaustivos.

2.    O processo de desenvolvimento da escrita
Alguns “erros” dos alunos consistem, na verdade, em características da evolução da escrita.  A linguagem escrita, em seus primeiros estágios de desenvolvimento, apoia-se na linguagem oral. Na fase do fundamental, a linguagem oral funciona como apoio, um elo intermediário para a aprendizagem da leitura e da escrita. A principal função da escola no processo da escrita do aluno é de desenvolver ao máximo a competência da leitura e interpretação. O processo de criatividade que irá compor o desenvolvimento da escrita é composto pelo contexto do aluno e todas as disciplinas que estuda.

3. O processo de aprendizagem da matemática e disciplinas complexas
 É possível, portanto, que uma dificuldade na matemática signifique a falta de um conhecimento prévio. Há, também, casos de dificuldades que envolvem outras áreas de conhecimento. É o que acontece, por exemplo, quando o aluno não consegue resolver problemas matemáticos porque tem dificuldade na interpretação de textos. Algumas estratégias pedagógicas para favorecer o processo de aprendizagem de alunos com dificuldades são:

Desenvolver pequenos projetos: despertar a curiosidade dos alunos por algum tema, ou assunto. Solicitar que pesquisem e criem algo sobre ele. Elaborar algum produto com as pesquisas, como painel, exposição, dramatização, telejornais.
Tornar o material didático mais acessível: algumas pequenas acomodações no material didático podem tornar os textos mais atraentes e também mais fáceis de serem compreendidos pelos alunos com dificuldades, como, por exemplo, usar fonte 14 sem, usar ilustrações para reforçar o sentido dos textos, ensinar o aluno a localizar e sublinhar as palavras que indicam as ações mas importantes em textos e enunciados.
Utilizar material concreto: recursos como material dourado, tabuleiros, atividades com cédulas, mapas e até mesmo os eletrônicos tornam os conceitos mais concretos, facilitando o processo de aprendizagem.
Diversificar: apresentar o mesmo conteúdo de formas diferentes favorece que alunos com dificuldade possam compreender melhor o conteúdo.
Jogos: “O saber se constrói fazendo próprio o conhecimento do outro, e a operação de fazer próprio o conhecimento do outro só se pode fazer jogando.” (FERNÁNDEZ, 1991, p. 165)
As gincanas escolares, competições esportivas e de conteúdo contextualizam e motivam o aluno. Através do jogo é possível, ao mesmo tempo despertar o interesse do aluno e favorecer que construa conhecimentos. As atividades lúdicas podem desenvolver a criatividade e favorecer que o aluno estabeleça vínculos positivos com o ambiente e os conteúdos escolares. É possível desenvolver jogos que envolvam conhecimentos de diversas áreas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para favorecer a aprendizagem de alunos com dificuldade, é importante conhecê-lo, contextualizar e diversificar. A aprendizagem é um processo singular. Cada aluno tem sua própria forma de aprender, ainda que possa ser beneficiado pelo trabalho em grupo. O ensino-aprendizagem, por sua vez, deve ser um processo dialógico. É através do diálogo que o professor conhece o aluno, identifica como ele pensa e, somente assim, pode refletir sobre as modificações necessárias no processo para favorecer seu desenvolvimento. É preciso ajudar o aluno a estabelecer relações entre o conhecimento novo e o que já domina. É importante, também, valorizar o que ele sabe fazer bem, para que desenvolva o sentimento de autovalorização e sinta-se encorajado a enfrentar os desafios.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FERNÁNDEZ, A. A inteligência aprisionada. Porto Alegre: Artmed, 1991.
PICCOLI, L. e CAMINI, P. Práticas pedagógicas em alfabetização: espaço, tempo e corporeidade.  Erechim: Edelbra, 2012.
WEISS, A. M. L. & CRUZ, M. L. R. da. Compreendendo os alunos com dificuldades e distúrbios de aprendizagem.  Educação inclusiva: cultura e cotidiano escolar. 2. ed. RJ: 7Letras, 2011.
WEISS, M. L. L. Combatendo o fracasso escolar. Obstáculos à aprendizagem e aodesenvolvimento da leitura. In WEISS, M. L. L. & WEISS, A. Vencendo as dificuldades deaprendizagem escolar. RJ: Wak, 2009.

                                                                                        Material do seminário 2016 da UERJ



sábado, 4 de junho de 2016

AUTISMO


É fundamental identificar o autismo logo na infância. O autismo é um transtorno que pode acontecer mais em meninos que em meninas.
As habilidades de uma criança autista podem ser altas ou baixas, dependendo tanto do nível de coeficiente intelectual, como da capacidade de comunicação verbal.

Geralmente não presta atenção ou escuta comandos, parece não ouvi. Não gosta de contato físico, beijos e abraços prolongados.

Uma criança autista tem um “olhar que não olha”, mas que traspassa. No lactante, pode-se observar um balbuceio monótono do som, balbuceio tardio, e uma falta de contato com seu ambiente, assim como de uma linguagem gestual. Não segue a mãe e pode distrair-se com um objeto sem saber para que serve.

Na etapa pré-escolar não fala ou se comunica pouco. Custa-lhe a identificar aos demais. Podem apresentar condutas agressivas inclusive consigo mesma. Outra característica do autismo é a tendência a realizar atividades de maneira repetitiva. A criança autista pode dar voltas como um pião, fazer movimentos rítmicos com seu corpo tal como agitar os braços.

Os autistas com alto nível funcional podem repetir os comerciais de televisão ou realizar rituais complexos na rotina. Na adolescência, fala-se que 1/3 dos autistas podem sofrer ataques epiléticos o qual se faz pensar em uma causa nervosa.

Sinais que podem indicar autismo infantil:

1- Acentuada falta de reconhecimento da existência ou dos sentimentos dos demais.
2- Ausência de busca de consolo em momentos de aflição.
3- Ausência de capacidade de imitação.
4- Ausência de relação social.
5- Ausência de vias de comunicação adequadas.
6- Anormalidade na comunicação não verbal.
7- Ausência de atividade imaginativa, como brincar de ser adulto.
8- Marcada anomalia na emissão da linguagem com afetação.
9- Anomalia na forma e conteúdo da linguagem.
10- Movimentos corporais estereotipados.
11- Preocupação persistente por parte de objetos.
12- Intensa aflição em aspectos insignificantes do ambiente.
13- Insistência irracional em seguir rotinas com todos seus detalhes.
14- Limitação marcada de interesses, com concentração em um interesse particular.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Palestra UNIGRANRIO


Palestra sobre a importância das histórias como ferramenta psicopedagógica
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sábado, 21 de maio de 2016

A importância da Contação de Histórias


Através de uma divertida contação de histórias pode-se desenvolver o cognitivo, o emocional e o relacional. As histórias podem levar as crianças a desenvolverem seu imaginário assim como suas habilidades, trabalhando com o aguçar das habilidades já existentes e no desenvolvimento de novas, o que trará muitas construções novas e uma leitura de mundo mais ampliada e significativa.

Colégio Salesiano São João Del Rei

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A era virtual

A era digital está transformando as relações presenciais em virtuais. Precisamos ter cuidado com a nomofobia, a fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar através do celular ou qualquer outro telemóvel. Estamos cada vez mais aparelhados com iphones, tablets, notebooks, etc. Tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. O "ser líquido" é característica presente nas relações humanas atuais. As relações se misturam e se condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Num mundo cada vez mais dinâmico, fluído e veloz. Seja real ou virtual. 
 "Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman

domingo, 8 de março de 2015

3 atitudes inconscientes que podem destruir a autoestima de seus filhos

1. Dizer “É fácil”

Quando seus filhos estão se esforçando com uma tarefa, pode parecer fácil para você, no entanto, não é necessariamente fácil para eles. Quando você diz: “Isso é fácil, você pode fazê-lo.” Você está tentando motivar e incentivá-los, no entanto, faz com que os seus filhos pensem: “Algo deve estar errado comigo, porque não é fácil para mim, portanto, devo ser burro.” Isso faz diminuir sua autoestima e a se sentirem desencorajados, querendo desistir.
Em vez disso diga-lhes: “Isso pode ser difícil ou isso é difícil.” Então, se os seus filhos completarem a tarefa, eles dirão a si mesmos: “Eu fiz algo difícil.” Se eles não se sentirem assim, pelo menos saberão que foi difícil começar. Essa abordagem ajuda a incentivar as crianças e aumenta o seu sentimento de autoestima.

2. Fazer por eles

Seus filhos querem fazer suas tarefas por conta própria. Isso lhes dá uma grande sensação de realização e os ajuda a se sentirem bem consigo mesmos. Você pode sentir que é uma maneira de mostrar amor fazendo coisas para os seus filhos. Isso lhes rouba a oportunidade de aprender habilidades para a vida e a satisfação de se sentirem independentes. E envia aos seus filhos a mensagem oculta, “Você não é capaz.”
Em vez de fazer as coisas para os seus filhos, fracione a tarefa em tarefas menores mais apropriadas a eles. Isto lhes dá a oportunidade de sentir a satisfação pessoal de completá-la por conta própria. Sua autoestima vai subir.

3. Surtar quando cometem erros

Os erros são parte da vida – todos nós erramos. Você pode sentir que precisa salvar seus filhos de cometer erros ou ajudá-los a evitar cometê-los. Isso não irá ajudá-los – mas, prejudicá-los para a vida.
Seus filhos vão cometer erros e sua atitude quanto a isso ajudará seus filhos a aprenderem e crescerem com o erro ou ensinar-lhes que os erros são ruins. Os erros são dolorosos, mas podem trazer grande crescimento se manuseados de forma saudável. Não roube de seus filhos a oportunidade de crescer com as situações, admitir que estejam errados, corrigirem o problema, e se sentirem bem sobre si mesmos.
Em vez de surtar quando seus filhos cometem um erro, ensine-os buscar soluções e serem responsáveis por suas ações. Isso promove uma visão saudável dos erros e permite a seus filhos se sentirem bem sobre quem eles são.
Muitos pais não percebem que essas três ações diminuem a autoestima de seus filhos. Se algumas dessas ideias são novidades para você – tenha bom ânimo, porque ler e aprender mostram que você está interessado em melhorar como um pai ou mãe e fazendo o melhor que pode.
http://www.contioutra.com/3-atitudes-inconscientes-que-podem-destruir-autoestima-de-seus-filhos-esteja-alerta/

domingo, 25 de maio de 2014

Aprender

Aprender não é acumular certezas Nem estar fechado em respostas Aprender é incorporar a dúvida E estar aberto a múltiplos encontros Aprender não é dar por consumada uma busca Aprender não é ter aprendido Aprender não é nunca um verbo do passado Aprender não é um ato findo Aprender é um exercício constante de renovação Aprender é sentir-se humildemente sabedor de seus limites, mas com a coragem de não recuar diante dos desafios Aprender é debruçar-se com curiosidade sobre a realidade É reinventá-la com soltura dentro de si Aprender é conceder lugar a tudo e a todos E recriar o próprio espaço Aprender é reconhecer em si e nos outros o direito de ser dentro de inevitáveis repetições porque aprender é caminhar com seus pés um caminho já traçado É descobrir de repente uma pequena flor inesperada é aprender também novos rumos onde parecia morrer a esperança Aprender é construir e reconstruir pacientemente Uma obra que não será definitiva porque o humano é transitório Aprender não é conquistar nem apoderar-se mas peregrinar Aprender é estar sempre caminhando, não é reter mas comungar. Tem que ser um ato de amor para não ser um ato vazio. Paulo Freire

sexta-feira, 2 de maio de 2014