domingo, 25 de maio de 2014

Aprender

Aprender não é acumular certezas Nem estar fechado em respostas Aprender é incorporar a dúvida E estar aberto a múltiplos encontros Aprender não é dar por consumada uma busca Aprender não é ter aprendido Aprender não é nunca um verbo do passado Aprender não é um ato findo Aprender é um exercício constante de renovação Aprender é sentir-se humildemente sabedor de seus limites, mas com a coragem de não recuar diante dos desafios Aprender é debruçar-se com curiosidade sobre a realidade É reinventá-la com soltura dentro de si Aprender é conceder lugar a tudo e a todos E recriar o próprio espaço Aprender é reconhecer em si e nos outros o direito de ser dentro de inevitáveis repetições porque aprender é caminhar com seus pés um caminho já traçado É descobrir de repente uma pequena flor inesperada é aprender também novos rumos onde parecia morrer a esperança Aprender é construir e reconstruir pacientemente Uma obra que não será definitiva porque o humano é transitório Aprender não é conquistar nem apoderar-se mas peregrinar Aprender é estar sempre caminhando, não é reter mas comungar. Tem que ser um ato de amor para não ser um ato vazio. Paulo Freire

sexta-feira, 2 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

TDAH

Será que o TDAH é criação da indústria farmacêutica?
O nome do cientista considerado pai do TDAH, é o pesquisador e psiquiatra infantil alemão Leon Eisenberg, ficou famoso por ter “descoberto” há cerca de 40 anos o TDAH. Por volta de 2009, ele teria dito em uma entrevista, pouco antes de sua morte, que o “TDAH é o principal exemplo de uma doença fictícia”. "É uma fraude cuja a intenção é justificar a iniciação das crianças a uma vida de vícios em drogas". Em contra partida, a ABAD (associação brasileira do déficit de atenção), aponta estudos que o que hoje chamamos de TDAH é descrito por médicos desde o século XVIII (Alexander Crichton, em 1798), muito antes de existir qualquer tratamento medicamentoso. Acredito que nós não estávamos preparados para as mudanças sociais que ocorreram e que refletem no comportamento das nossas crianças. A cada dia fica mais complexo, pois novos conflitos surgem rapidamente, antes mesmo de elaborarmos os já existentes. Precisamos refletir: será que nada mais é considerado vida comum, tudo agora é transtorno? Será que estamos comparando diferentes personalidades e esperando um padrão? Será que estamos absolutamente despreparados para acolher as diferenças?


Leia mais informações:
http://portugalmundial.com/2014/01/pai-do-transtorno-de-deficit-de-atencao-declara-se-mentiroso/
http://www.tdah.org.br/br/textos/textos/item/223-tdah-%C3%A9-uma-doen%C3%A7a-inventada?.html
http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html

quarta-feira, 30 de abril de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

O mal estar da aceleração na sociedade atual

Atualmente, estou desenvolvendo a dissertação de mestrado em Letras e Ciências, aglutinando neste estudo o campo da psicologia, da literatura e as novas construções que envolvem a criança a viver o mal estar da aceleração. Com a globalização e o rápido avanço da tecnologia, apresentamos hoje, como uma sociedade que cria constantemente novas necessidades, que ainda não haviam sido experimentadas, e que antes não figuravam dentro do que acharíamos indispensável. Este embriaguez de velocidade, cria abusos e distorções e desde a infância, dando origem  a uma dependência da qual não conseguimos nos desassociar. Estamos sempre exigindo e buscando essa sensações (experiências) mais contínuas em maior intensidade e frequência, mas ainda assim permanecendo insatisfeitos. 
Nossa civilização atual privilegia a capacidade de agir em busca de novas necessidades, que por sua vez estão em movimento incessante, gerando um estado de insatisfação permanente. 
Vivemos assim uma era de amigos virtuais, seres egoístas e individualistas, onde não há compromissos profundos, para que desta forma não nos seja difícil “abandonar” o que nos “atrapalha” e buscar o novo. Um processo contínuo, incessante e frenético de obter algo, para logo partir em busca de algo novo, em uma tentativa vã de preencher um espaço que a cada dia parece mais vazio. 

terça-feira, 25 de março de 2014

CRIANÇA COM LIMITES, ADULTO FELIZ!

Tem sido muito comum o número de famílias que apresentam dificuldades em conduzir a educação dos filhos e até mesmo de lidar com comportamentos difíceis relacionados à agressividade e rebeldia. Um reflexo disso tem sido a freqüência com que recebemos nos consultórios, pais com angústias evidentes apresentando discursos, como: “Não sei mais o que fazer!”, “Acho que meu filho tem algum transtorno!”, “Não é melhor dar um remedinho para ver se ele se acalma?”... E neste momento é de vital importância que sejamos prudentes como profissionais da saúde, fazendo uma avaliação cautelosa para não ficarmos impregnados pelo discurso apresentado por esses pais e patologizarmos o que simplesmente pode ser o que chamamos pelo senso comum como falta de limites.
Talvez para esses pais que realmente têm dificuldade em assumir seus “poderes”, nomear comportamentos inadequados como “transtorno”, seja uma forma consciente ou inconsciente de eximir-se de suas responsabilidades.
Educar um filho sempre foi um desafio, pois requer dos pais não apenas palavras e conselhos, mas também exemplos práticos de vida no dia a dia, pois como você pode exigir que seu filho se comporte de uma determinada maneira, se você que é o modelo age de forma contrária?
Educar requer tempo e afinco, porém atualmente parece que os pais não têm essa disponibilidade, uma vez que os casais costumam trabalhar o dia todo e delegam toda a responsabilidade a outros cuidadores, como creches, babás, tios e avós.
A falta de limites tem conseqüências negativas para a criança e para o seu desenvolvimento. Colocar limites não significa ser autoritário, mas sim ter autoridade. Pais permissivos simplesmente “empoderam” seus filhos e perdem as rédeas de situações que poderiam ser facilmente controladas. Quanto mais cedo os pais colocarem limites de forma afetiva e segura, menos problemas ocorrerão na adolescência, fase tão temida e conturbada onde os pais sentem-se muitas vezes impotentes, devido às contestações e questionamentos próprios e característicos da fase.
Quando os pais impõem limites a seu filho, estão ensinando-o a aceitar regras, tolerar frustrações e adiar satisfações, a se comportar na escola e na sociedade, despertando valores importantes, como respeito por si e pelo próximo. É importante que a criança aprenda a postergar, esperar e suportar um “não” eventual ou definitivo, pois só assim poderá conhecer seus direitos e exercer seus deveres.
Existem pais que consideram que dizer “não” para seu filho é um ato de desamor. Ledo engano, pois freqüentemente a própria criança de forma indireta, pede este “não” e na maioria das vezes significa: “Eu te amo. Você é importante para mim e por isso estou te dizendo “NÃO”.
Crianças precisam de regras claras, objetivas, coerentes, consistentes, colocadas com segurança e na hora certa, pois acredito ser esta a “receita básica” para que possamos colaborar para o desenvolvimento mental e emocional das crianças, que tanto necessitam de segurança, modelos, atenção e amor. Solange Matassoli

Consultório Equilíbrio Psi - www.equilibriopsi.com.br
Fonte: http://equilibrio-psi.blogspot.com.br/2012/09/crianca-com-limites-adulto-feliz.html

segunda-feira, 24 de março de 2014

Pais e Filhos

FILHOS BRILHANTES ALUNOS FASCINANTES

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.
Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.
Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.
O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Augusto Cury

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Conhecendo o TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo

A cada dia o número de crianças com TOC vem aumentando, normalmente, aparece antes dos 25 anos e é caracterizado por sintomas obsessivos-compulsivos. O TOC é um transtorno mental incluído pelo Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV) da Associação Psiquiátrica Americana, nos chamados transtornos de ansiedade. Os sintomas do TOC envolvem alterações do pensamento (obsessões como dúvidas, preocupações excessivas com doenças, com falhas, pensamentos de conteúdo impróprio); do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações, lentidão para realizar tarefas, indecisão), e emocionais (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão). Sua característica principal é a presença de obsessões e/ou compulsões ou rituais. Ainda não se sabe sobre as verdadeiras causas do TOC. Há alguns fatores que contribuem para o aparecimento dos sintomas que podem ser de ordem biológica e de ordem psicológica. Porém, fiquem tranquilos psicoterapicamente existe como minimizar e até superar.


Saiba mais lendo o Livro - Vencendo o Transtorno Obsessivo-Compulsivo

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O brincar na contemporaneidade

O brincar tendo como eixo as contribuições de Walter Benjamin em seus estudos sobre a infância e o brinquedo apresenta que as brincadeiras contemporâneas estão marcadas pela autonomização e o individualismo que acaba se refletindo em vias educacionais. Considerando que o brincar é um processo que produz subjetividades, observa-se que hoje as crianças encontram-se confrontadas com a crescente subtração deste espaço de criação. Efeitos desta posição podem ser evidenciados na psicoterapia, por exemplo, na qual as crianças manifestam dificuldades em relação a colocar em jogo a criação, revelando traços dos efeitos de transmissão que o social rege.
Precisamos ficar atentos, pois os games, jogos virtuais, não tem a mesma dimensão simbólica e os mesmos ganhos para o desenvolvimento infantil do que uma brincadeira com amigos, carrinhos ou bonecas. Porém podem até ser uma forma da criança falar deste universo que as cerca, de apropriar-se dele ao navegar nas vias eletrônicas, mas a automatização que rege os jogos virtuais apresenta efeitos do tecido social que se construiria em presença.